sábado, 27 de julho de 2013

No sacramento do batismo, Deus nos garante as promessas da Aliança

[1]Texto: Dia do Senhor 27

Leitura: Artigo 34 Confissão Belga


Amados em nosso Senhor Jesus Cristo,

Na época da Grande Reforma Protestante, há quase 500 anos, houve muita confusão acerca dos sacramentos.  Ao decorrer dos séculos, a Igreja tinha progressivamente esquecido do ensino Bíblico quanto aos sacramentos.  Jesus Cristo instituiu dois sacramentos:  o batismo, e a Santa Ceia.  Mas, a Igreja tinha acrescentado mais 5 "sacramentos", incluindo, por exemplo, a confissão, o casamento, e a extrema-unção.
Na Reforma, a verdadeira Igreja se reformou.  Ou seja, ela voltou para a Palavra de Deus como única regra de fé e prática.  Portanto, ela só reconheceu dois sacramentos — os dois que Jesus mandou a Igreja observar.  Mas a Igreja não somente voltou ao padrão Bíblico quanto ao número de sacramentos.  Ela também voltou ao padrão Bíblico quanto ao significado dos sacramentos.
Se examinamos bem o nosso catecismo, vemos logo que há muitos domingos (Dia do Senhor) que tratam os sacramentos.  Os domingos 25, 26, 27, 28, 29 e 30 falam sobre os sacramentos.  Por que tanta ênfase sobre os sacramentos?  A razão é que na época da Reforma, havia muita confusão quanto ao significado dos sacramentos.  Os romanistas acharam que o batismo tinha um poder quase mágico — que o mero ato do batismo tinha o poder de tirar pecados.  Os anabatistas, ao contrário, pensavam que o batismo realmente não tinha muito significado.  Para os anabatistas, o batismo era uma declaração da parte do homem — era uma declaração dele que tinha tomado uma decisão de crer, de aceitar Jesus.
Contra estas duas posições baseadas na imaginação do homem, as Igrejas Reformadas voltaram para o ensino da Palavra de Deus.  Elas confessaram que o batismo é uma declaração de Deus, não do homem.  Também confessaram que o batismo é um sinal e selo da promessa de Deus; não é um ato mágico. Hoje vamos ouvir as boas novas de Jesus Cristo:


Tema: No sacramento do batismo, Deus nos garante as promessas da Aliança

Nós vamos ver dois aspectos:
  • 1.  As promessas da Aliança são reais e seguras
  • 2.  As promessas da Aliança são para nós e os nossos filhos


1. Em primeiro lugar, veremos que as promessas da Aliança são reais e seguras

Os Católicos Romanos (e de certa forma os Luteranos) ensinam que o mero ato de batismo tem um poder especial.  O ato de batismo pode tirar o pecado.  Por causa deste entendimento errado, antigamente muitos cristãos esperavam até o momento da morte para serem batizados.  Eles pensaram que assim o batismo iria apagar os pecados da sua vida inteira. 
Mas a Bíblia ensina outra coisa.  A Bíblia ensina claramente que somente o Espírito Santo e o sangue de Jesus Cristo, podem nos purificar dos nossos pecados.  A Bíblia diz (1 Coríntios 6:11), "…mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus." A Bíblia diz em Apocalipse 1:5, que "aquele que nos ama, … pelo seu sangue nos libertou dos nossos pecados."  E, a Bíblia diz em 1 João 1:7 que "…o sangue de Jesus … nos purifica de todo pecado."
O sangue de Jesus, e o Espírito de Jesus nos lavam de toda impureza e de todo pecado. Portanto, o mero ato de um padre ou um pastor colocar água sobre a cabeça de alguém não tem poder nenhum para tirar pecado.  Isto é claro à luz da Palavra de Deus.
Então, qual é o valor do batismo? Se o batismo não pode salvar ninguém, se o batismo não pode tirar o nosso pecado, se o batismo não pode nos lavar e purificar… o que adianta administrar o batismo?
Para entendermos isto, devemos usar uma ilustração.  Um homem vai entrar no exercito.  Ele vai passar um ano muito longe da casa, fazendo treinamento intensivo.  Mas ele tem uma noiva.  Eles pretendem se casar quando ele voltar.  Durante este ano, ele fala todas as semanas no telefone com a sua noiva.  Ele pensa muito nela.  E, ele sempre guarda com ele uma foto dela.  Quando os seus colegas percebem que ele está olhando uma foto, eles perguntam:  "Quem é essa moça?"  E ele responde, "É a minha noiva!  Eu vou me casar com ela no ano que vem."
Vamos parar e pensar. O soldado tem um pedaço de papel, com tinta colorida, que é uma representação fotográfica de uma mulher.  Ele aponta esse pedaço de papel, e diz, "É a minha noiva!"  Agora, será que qualquer um daqueles amigos vai pensar que ele quer dizer que vai se casar com um pedaço de papel? De forma alguma! Todo mundo entende perfeitamente que a foto representa a noiva. Mas é uma representação tão viva, que o soldado pode até falar sobre a foto como se fosse a noiva mesmo. 
Da mesma forma, o sacramento é uma representação de uma realidade.  Em si, não tem nenhum valor.  É como um pedaço de papel.  Mas, o sacramento representa a realidade maior de uma forma tão viva e tão real, que podemos fazer a mesma coisa do que o soldado fez com sua foto.  Podemos apontar o nosso batismo, e dizer: "Deus me lava dos meus pecados."  Por isto, Ananias em Atos 22:16 diz ao apóstolo Paulo, "Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados, invocando o nome dele." 
Ananias pode falar assim, pois o batismo é uma declaração de Deus! No batismo, Deus declara publicamente:  Este é o meu filho! Ele invocou o meu nome — e todo aquele que invoca o nome do Senhor será salvo!  Ele crê em mim — e todo aquele que crê faz parte do meu povo. Ele não mais faz parte das trevas — ele faz parte da nova raça humana. Ele é separado do mundo — ele faz parte da Igreja.  Faz parte do corpo de Cristo. 
Seu batismo é uma declaração de Deus!  Seu batismo é uma afirmação, uma promessa da parte de Deus, que você compartilha plenamente na salvação que Jesus conseguiu para a Sua igreja.  Efésios 5:26-27 diz que Ele se entregou pela igreja, "…para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito."
O batismo é uma declaração solene de Deus, que Ele promete a você esta santificação, esta lavagem, esta purificação.  Portanto, o batismo é um consolo profundo para nós, pecadores fracos que somos!  Quando você sente o peso da sua fraqueza e dos seus pecados, quando você fica desanimado porque você está vendo tão pouco progresso na luta contra o pecado; quando você está abalado por causa de ver tão pouco crescimento em santificação e novidade de vida… lembre-se do seu batismo. O batismo é uma declaração de Deus!  Ele diz, "Veja como a água tira sujeira!  É tão certo e seguro que EU te lavo de todos os seus pecados.  Olhe para Jesus! Olhe para a cruz! Tenha certeza que o batismo é um sinal e selo que você é membro de Cristo, e, portanto você esta purificado no Seu sangue."
Para todos que invocam o nome do Senhor, ou seja, para todos aqueles que têm verdadeira fé no Senhor Jesus Cristo, Deus proclama as promessas da aliança.  No batismo, Ele declara que estas promessas da Aliança são reais e seguras.


2. Mas também, estas promessas da Aliança são para nós e os nossos filhos

No Antigo Testamento, a circuncisão era o sinal que alguém fazia parte do povo de Deus.  Aqueles que foram circuncidados, por serem membros do povo de Deus, compartilharam as promessas da Aliança.  Deus prometeu ao seu povo: Eu sou vosso Deus; vós sois o Meu povo. A circuncisão era um sinal que aquela criança era santa — ou seja, que aquela criança tinha sido separada por Deus para fazer parte do Seu povo.  Para compartilhar nas bênçãos e promessas da Sua aliança. 
Quando chegamos à época Novo Testamento, não há mais lugar para o sinal de circuncisão.  Por que não?  Porque o sinal de circuncisão é um sinal sangrento.  No Antigo Testamento, havia muito derramamento de sangue.  A cada vez que sangue era derramado, no ato de circuncisão, ou no ato de sacrificar um animal, Deus estava ensinando ao Seu povo:  para apagar seus pecados, é preciso derramar sangue. A cada derramamento de sangue apontava a necessidade da morte de Jesus na cruz para salvar pecadores. 
Mas, hoje vivemos depois da morte de Jesus. Ele trouxe um sacrifício perfeito — uma vez por todas.  Ele derramou sangue eficaz.  Portanto, não é mais necessário para o povo de Deus ter sinais sangrentos. Se tivéssemos sinais sangrentos hoje, seria uma negação da obra de Cristo. 
Então, qual é o sinal que alguém faz parte do povo de Deus?  Não é mais a circuncisão.  É agora o batismo.  A Bíblia diz em Colossenses 2.11,12: “Nele também fostes circuncidados com a circuncisão que não é feita por mãos humanas, o despojar da carne pecaminosa, isto é, a circuncisão de Cristo, sepultados com ele no batismo, com quem também fostes ressuscitados pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos”. Vocês prestaram a atenção irmãos, A Bíblia nos ensina que o batismo é a circuncisão de Cristo! "Nele, também fostes circuncidados", diz o apóstolo.  Em outras palavras, Paulo está dizendo, "Vocês receberam o sinal que vocês fazem parte do povo da aliança! Pela circuncisão, vocês se tornaram participantes da aliança, do povo de Deus.  Mas, não é uma circuncisão física! "Não por intermédio de mãos".  É uma circuncisão espiritual — "no despojamento do corpo da carne".  
Paulo está dizendo que o sinal de alguém se tornar membro da Igreja, do povo de Deus, é que a velha natureza dele morre!  A morte da velha natureza é "a circuncisão de Cristo".  A morte da velha natureza é o sinal que alguém saiu das trevas e se tornou um membro de Cristo, um membro do povo da aliança.  Mas como Deus declara e proclama esta verdade?  Se não há mais um  sinal físico de circuncisão, qual é o sinal que Deus usa para nos assegurar que fazemos parte do Seu povo?
Paulo explica no versículo 12. "Tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos."  Em outras palavras, o apóstolo diz:  "O batismo é um sinal que você participa no Senhor Jesus Cristo.  O batismo é uma declaração de Deus, que você compartilha completamente no Seu filho.  O batismo é uma proclamação que quando Jesus morreu, sua velha natureza morreu com Ele.  Quando Jesus se ressuscitou, você recebeu nova vida n’Ele."  O batismo é a circuncisão de Cristo.  O batismo é agora o sinal pelo qual Deus declara que fazemos parte do Seu povo, e que assim temos todas as promessas da aliança.  E os nossos filhos?  No Antigo Testamento, eles faziam parte do povo da aliança.  Eles receberam o sinal que eles faziam parte do povo.  Eles receberam o sinal que também para eles, Deus deu as promessas de salvação e amor. 
Será que no Novo Testamento, Deus joga as crianças fora da Aliança?  De forma alguma!  Deus fez uma aliança perpétua com Abraão e os seus filhos.  Em Gênesis 17:7, Ele prometeu:  "Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o teu Deus e da tua descendência."
Todo domingo, no culto matinal, ouvimos os dez mandamentos.  Sempre ouvimos de novo aquelas palavras do nosso Deus:  "Sou o SENHOR, teu Deus, que faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos."  Deus é um Deus que age através das gerações.  Deus é imutável.  Ele não deixou de ser um Deus que atua através das gerações.  Hoje também, Ele é o mesmo Deus, que declara seu amor às gerações daqueles que guardam a Sua aliança.
Por isto, Jesus chamou as crianças em Mateus 19:14.  "Deixai os pequeninos, não os embaraceis de vir a mim, porque dos tais é o reino dos céus."  Estas crianças não eram crianças qualquer.  Eram filhos do pacto!  Faziam parte do povo de Deus.  Compartilharam as promessas da aliança!  Jesus não diz, "Agora que eu vim crianças não fazem mais parte!"  Ao contrário, Ele confirma que dos tais é o reino dos céus.
Portanto, Paulo pode dizer (1 Coríntios 7:14), que os filhos dos crentes são santos.  Neste versículo, Paulo afirma que o fato de um dos país ser crente, significa que Deus tem este lar como um lar cristão!  Portanto, os filhos são santos — separados por Deus para fazerem parte do Seu povo!
Portanto, quando Paulo escreve às Igrejas, ele se dirige, por exemplo, em Efésios 1:1, "aos santos que vivem em Éfeso."  Mas, para ele, os filhos fazem parte "dos santos"; fazem parte da Igreja.  Então, no capítulo 6:1, ele fala aos filhos, para obedeceram aos seus pais no Senhor.  Paulo entende que os filhos fazem parte da Igreja, fazem parte do povo da aliança.
Em Ezequiel 36:25-27, Deus fez promessas para o povo da aliança.  Prometeu purificação dos seus pecados, e prometeu o Seu Espírito para eles. "(25) Então, aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei.  (26) Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. (27) Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis."
Pedro, no dia de Pentecostes, faz referência a esta promessa.  Ele fala (Atos 2:33) que Jesus recebeu do Pai a promessa do Espírito Santo.  Jesus está derramando sobre a Sua Igreja o Espírito Santo prometido.  Mas, esta promessa é para quem?
Pedro explica no versículo 39:  "Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos, e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar."  Pedro deixa bem claro que as promessas da aliança, incluindo a promessa do Espírito Santo, são para os crentes, para os seus filhos, e para todos aqueles que Deus vai chamar para fazerem parte do Seu povo. Quando entendemos isto, entendemos como Deus é grandioso e misericordioso.  Ele derrama o Seu amor sobre nós e os nossos filhos.  Pelo batismo, Ele proclama as promessas da aliança para nós e os nossos filhos. 
Quando um crente traz seu filho para batismo, Deus declara:  esta criança é minha!  Esta criança é santa:  separada do mundo, ela faz parte do povo da aliança.  Ela tem todas as promessas da aliança:  perdão dos pecados, e vivificação pelo Espírito Santo.
Isto coloca uma responsabilidade enorme sobre nós que somos pais.  Em primeiro lugar, a responsabilidade de apresentar os nossos filhos para serem batizados.  Não devemos desprezar a graça e a aliança de Deus, que Ele quer também conceder aos nossos filhos.  Em segundo lugar, temos uma responsabilidade profunda para ensinar aos nossos filhos que fazem parte do povo da aliança.  Devemos explicar que Deus promete a eles perdão dos pecados; que Ele promete a eles o Seu Espírito!  Devemos chamar os nossos filhos à  crer nas promessas de Deus, e a responder à graça de Deus com uma vida de gratidão. 
O batismo é uma declaração de Deus.  É uma declaração que as promessas da aliança são reais e seguras.  Não duvidemos que água tire sujeira.  Da mesma forma, não devemos duvidar que o Espírito de Jesus, e o sangue de Jesus, lavam todo pecador que crê no nome do Senhor. O batismo é uma declaração de Deus.  É uma declaração que aquelas promessas da aliança são reais e seguras para nós e os nossos filhos — através das gerações.  Irmãos, o que podemos fazer diante de tal amor?  A única reação possível é de inclinarmos as nossas cabeças,  e glorificar o Deus da Aliança.
Amém.
Pr. Kenneth Wieske.


                                           [1] Confissão Belga

 

 

ARTIGO 34


O sacramento do batismo

Cremos e confessamos que Jesus Cristo, que é o fim da lei (Rm 10.4), ao derramar o Seu sangue pôs fim a todo e qualquer outro derramamento de sangue que se poderia ou deveria fazer como expiação ou satisfação pelos pecados. Ele aboliu a circuncisão, que envolvia sangue, e instituiu em lugar dela o sacramento do batismo.1 Pelo batismo somos recebidos na igreja de Deus e separados de todos as outras pessoas e falsas religiões, para estarmos totalmente comprometidos com Ele,2 de quem carregamos a marca e o emblema, que nos serve como testemunho de que Ele será eternamente o nosso Deus e Pai gracioso. Por isso, Ele ordenou que todos os Seus sejam batizados com água pura, “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28.19): dando-nos a entender com isso que assim como a água, derramada em nós, lava completamente a sujeira do corpo e assim como a água é vista no corpo do batizado quando derramada nele; o sangue de Cristo, pelo Espírito Santo, faz a mesma coisa no interior da alma.3 Ele lava e limpa as nossas almas do pecado4 e nos regenera de filhos da ira para filhos de Deus.5 Isso não é produzido pela água em si mesma6 mas pelo aspergir do precioso sangue do Filho de Deus,7 que é o nosso Mar Vermelho,8 que precisamos atravessar para escapar da tirania de Faraó — do diabo — para entrarmos na Canaã espiritual. Assim os ministros, por sua parte, dão-nos o sacramento e aquilo que é visível, mas o nosso Senhor nos dá aquilo que o sacramento significa, quer dizer, os dons invisíveis e a graça. O Senhor lava, purifica e limpa as nossas almas de toda imundície e iniqüidade,9 renova os nossos corações e os enche de toda consolação, dá-nos a verdadeira certeza da Sua bondade paternal, reveste-nos de nova natureza, e despe-nos da velha natureza com todas as suas obras.10 emos, contudo, que aquele que almeja à vida eterna deve ser batizado uma vez com um só batismo.11 O batismo nunca deve ser repetido, pois não podemos nascer duas vezes. Além disso, o batismo não nos beneficia apenas quando a água está em nós e quando o recebemos, mas por toda a nossa vida. Por essa causa rejeitamos o erro dos Anabatistas, que não se contentam com o batismo recebido uma única vez, e que também condenam o batismo dos filhos pequenos dos crentes. Cremos que essas crianças devem ser batizadas e seladas com o sinal da aliança, assim como os bebês em Israel eram circuncidados com base nas mesmas promessas que agora são feitas aos nossos filhos.12 De fato, Cristo derramou o Seu sangue para purificar os filhos dos crentes do mesmo modo que o derramou pelos adultos.13 Por isso, devem eles receber o sinal e o sacramento daquilo que Cristo fez por eles, assim como o Senhor ordenou na lei que fosse oferecido um cordeiro logo após o nascimento dos filhos,14 que era o sacramento da paixão e morte de Jesus Cristo. Como o batismo tem para os nossos filhos o mesmo significado que a circuncisão tinha para o povo de Israel, Paulo chama o batismo de “circuncisão de Cristo” (Cl 2.11).
1. Cl 2.11. 2. Êx 12.48; 1Pe 2.9. 3. Mt 3.11; 1Co 12.13. 4. At 22.16; Hb 9.14; 1Jo 1.7; Ap 1.5b. 5. Tt 3.5. 6. 1Pe 3.21. 7. Rm 6.3; 1Pe 1.2; 1Pe 2.24. 8. 1Co 10.1-4. 9. 1Co 6.11. Ef 5.26. 10. Rm 6.4; Gl 3.27. 11. Mt 28.19; Ef 4.5. 12. Gn 17. 10-12; Mt 19.14; At 2.39. 13. 1Co 7.14. 14. Lv 12.6.


                       Catecismo de Heidelberg

 

A Palavra e os Sacramentos



O Santo Batismo


 

Dia do Senhor 27 

 

P.72. Então, esse lavar exterior com água por si mesmo remove os pecados? 
R. Não, somente o sangue de Jesus Cristo e o Espírito Santo nos purificam de todo o pecado.1
1. Mt 3.11; 1Pe 3.21; 1 Jo 1.7.
P.73. Então, por que o Espírito Santo chama o batismo de “lavar regenerador” e de “purificação de pecados”? 
R. Deus fala assim por uma razão importante. Ele nos quer ensinar que o sangue e o Espírito de Cristo removem os nossos pecados assim como a água remove a sujeira do corpo.1 Porém, ainda mais importante, Ele nos quer assegurar por meio dessa garantia e sinal divinos que somos tão verdadeiramente purificados espiritualmente dos nossos pecados, assim como somos fisicamente lavados com a água.2
1. 1Co 6.11; Ap 1.5; 7-14. 2. Mt 16.16; At 2.38; Rm 6.3, 4; Gl 3.27.
P.74. As crianças pequenas devem ser batizadas?
R. Sim. As crianças, assim como os adultos, pertencem à aliança e à igreja de Deus.1 Através do sangue de Cristo lhes são prometidos, da mesma forma que aos adultos, a redenção do pecado e o Espírito Santo, que opera a fé.2 Assim as crianças, por meio do batismo como sinal da aliança, devem ser enxertadas na igreja de Cristo e distinguidas dos filhos dos incrédulos.3 Na velha aliança isso era feito pela circuncisão,4 que, na nova aliança, foi substituída pela instituição do batismo.5
1. Gn 17.7; Mt 19.14. 2. Sl 22.10; Is 44.1-3; At 2.38, 39; 16.31. 3. At 10.47; 1Co 7.14. 4. Gn 17.9-14. 5. Cl 2.11-13.


terça-feira, 28 de maio de 2013

Deus Governa Soberanamente Pelo Seu Espírito

Livro de Zacarias – A Quinta Visão: O Candelabro de Ouro Entre duas Oliveiras


"E o anjo que falava comigo voltou, e despertou-me, como a um homem que é despertado do seu sono, e disse-me: Que vês? E eu disse: Olho, e eis que vejo um castiçal todo de ouro, e um vaso de azeite no seu topo, com as suas sete lâmpadas; e sete canudos, um para cada uma das lâmpadas que estão no seu topo. E, por cima dele, duas oliveiras, uma à direita do vaso de azeite, e outra à sua esquerda. E respondi, dizendo ao anjo que falava comigo: Senhor meu, que é isto? Então respondeu o anjo que falava comigo, dizendo-me: Não sabes tu o que é isto? E eu disse: Não, senhor meu. E respondeu-me, dizendo: Está é a palavra do SENHOR a Zorobabel, dizendo: Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos.”Zacarias 4.1-6.



Comentário Bíblico do Versículo 6:
  
                               
 "Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel, dizendo: não por força nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos."  Zacarias 4.6

    A intenção geral desta visão. Sem um comentário crítico sobre toda circunstância da visão, o seu propósito é assegurar ao profeta, e através dele ao povo, que esta boa obra de edificação do templo deveria, pelo cuidado especial da providência divina e pela influência imediata da graça divina, ter um resultado feliz, embora seus inimigos fossem muitos e poderosos, e os amigos e incentivadores fossem poucos e fracos. Note que na explicação das visões e parábolas, devemos olhar para o objetivo principal delas, e ficar satisfeitos se ele estiver claro, embora possamos não ser capazes de nos mostrar responsáveis por todas as circunstâncias, ou acomodá-lo ao nosso propósito. O anjo faz o profeta saber, de um modo geral, que esta visão tinha o propósito de ilustrar uma palavra que o SENHOR tinha a dizer a Zorobabel, para incentivá-lo a continuar com a edificação do templo: ele precisava saber que era um trabalhador junto com Deus nesta obra, e que era uma obra que Deus reconheceria e coroaria.
1. Deus executará e completará esta obra, assim como havia começado o livramento deles da Babilônia, não por força extrema, mas por operações secretas e influências internas sobre a mente dos homens. Isto diz Aquele que é o SENHOR dos Exércitos, e poderia fazer isto vi et armis – pela força, tendo legiões às suas ordens; mas ele o fará, não pela força nem pela violência humana, mas pelo seu próprio Espírito. Aquilo que é feito pelo seu Espírito é feito, de certo modo, por força e por violência, mas se coloca em oposição à força visível. Israel foi tirado do Egito, e introduzido em Canaã, por força e violência; nestas duas obras maravilhosas uma grande mortandade foi feita. Mas eles foram tirados da Babilônia, e introduzidos em Canaã pela segunda vez, pelo Espírito do SENHOR dos Exércitos operando sobre o espírito de Ciro, e induzindo-o a proclamar a liberdade a eles, e operando sobre o espírito dos cativos, e induzindo-os a aceitar a liberdade que lhes foi oferecida. Foi pelo Espírito do SENHOR dos Exércitos que o povo foi estimulado e animado a edificar o templo; portanto, é dito que eles são ajudados pelos profetas de Deus, porque eles, como a boca do Espírito, falavam aos seus corações, Esdras 5.2. Foi pelo mesmo Espírito que o coração de Dário foi inclinado a favorecer e incentivar esta boa obra, e que os seus inimigos jurados ficaram fascinados em seus conselhos, de forma que não puderam atrapalhá-la como pretendiam. Note que a obra de Deus é frequentemente realizada com sucesso quando é realizada muito silenciosamente, e sem o auxílio da força humana; o templo do Evangelho é edificado, não por força nem por violência (porque as armas da nossa milícia não são carnais), mas pelo Espírito do SENHOR dos Exércitos, cuja obra nas consciências dos homens é poderosa para derrubar as fortalezas; assim, a excelência do poder é de Deus, e não do homem. Quando os instrumentos falharem, deixemos então que o próprio Deus faça a sua obra, sim, pelo seu próprio Espírito.   

MATHEW HENRY'S COMMENTARY ON THE WHOLE BÍBLE - VOLUME IV - ISAIAH TO MALACHI. DOMÍNIO PÚBLICO. ED. CPAD - RIO DE JANEIRO, RJ, BRASIL. 1ª EDIÇÃO 2010



  

segunda-feira, 25 de março de 2013

A Páscoa do SENHOR revela o juízo de Deus sobre o mundo e a libertação da Igreja.


[1]Leitura: Êxodo 11.1-12.28;
Texto: Êxodo 12.21-28


     Amada Congregação do Senhor Jesus Cristo,

Estamos na semana de Páscoa. Até o mundo tem falado da Páscoa.
Mas, o que o mundo nos fala da Páscoa?
Fala de um coelho, de chocolate gostoso, de ovos e girassóis.
Nossos filhos estão sendo doutrinados com essa mensagem mundana da Páscoa.
Os cristãos até tem se calado ou sido omissos para falarem aos seus filhos o significado da Páscoa. Contrariando o ensino do próprio Deus que ordenou aos pais da Aliança, o seguinte (Êxodo 12.26,27): “Quando vossos filhos vos perguntarem: Que rito é esse? Respondereis: É o sacrifício da Páscoa ao SENHOR, que passou por cima das casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu os egípcios e livrou as nossas casas.”
Estão vendo? Não é o mundo, não é a mídia, não é a escola que devem ensinar o significado da Páscoa a nossos filhos. Os pais devem ensinar aos filhos o significado da Páscoa do SENHOR.
Por isso, nessa semana de Páscoa Deus nos trouxe aqui para nos lembrar o significado da Páscoa e o que devemos ensinar aos nossos filhos dentro da Nova Aliança. Sendo assim, proclamo a todos o Evangelho de Deus no seguinte tema:

A Páscoa do SENHOR revela o juízo de Deus sobre o mundo e a libertação da Igreja.

O juízo terrível sobre os inimigos de Deus

A  libertação através do sangue do cordeiro

A Páscoa foi estabelecida em um contexto de juízo e salvação. O Senhor Deus derramava as pragas sobre o Egito. Nove das Dez pragas terríveis haviam sido derramadas. A Páscoa foi dada antes da Décima Praga ser derramada, a mais terrível praga, a morte dos primogênitos. A Páscoa fazia parte do processo de libertação de Israel que já havia começado com as pragas. Então, a Páscoa é estabelecida em um contexto de juízo e de salvação que vem do SENHOR (Êxodo 11.1-10).
 O SENHOR iria passar sobre o Egito e sobre as casas do Seu povo. Por isso, o nome “páscoa”. Esse nome vem de um verbo que pode significa “passar sobre”. O Passar do SENHOR sobre o Egito e sobre as casas do Seu povo. O passar sobre, a Páscoa do SENHOR.
O SENHOR Deus que estabeleceu a Páscoa. Ele estabeleceu o mês quando ela seria comemorada. No primeiro mês da saída do Egito, mês de Abibe, ou, também conhecido como Nisã (Êxodo 12.1,2; Lv 23.5; Números 9.1-5; Êxodo 13.4; 23.15; Deuteronômio 16.1; Neemias 2.1; Ester 3.7).
O SENHOR estabeleceu o dia da Páscoa. No dia 14 de Abibe se comemoraria a Páscoa do SENHOR. Isso corresponde a uma data entre março e abril de nosso calendário. Somente se alguém se fizesse imundo por tocar em um cadáver ou estivesse de viagem, poderia comemorar uma Páscoa especial, fora de época, como vemos em Números 9.6-12. O Rei Ezequias usou esse privilégio (2 Crônicas 30.1-27).
O SENHOR estabeleceu como a Páscoa deveria ser comemorada. No décimo dia do mês, cada família tomaria para si um cordeiro ou um cabrito, macho, de um ano de idade e sem defeito (v. 3,5).
O cordeiro deveria ser suficiente para cada família (v. 4). Se a família fosse pequena para comer todo o cordeiro, então, ela poderia convidar outra família para que nada dele sobrasse (v.4,10). Assim, a Páscoa promovia também a comunhão entre os irmãos.
O cordeiro devia ser morto no 14º dia. Toda congregação de Israel deveria fazer esse sacrifício no final da tarde do 14º dia (v. 6; Levítico 23.4,5).
O sangue do cordeiro devia ser posto nas “ombreiras das portas e nas vergas dela” das casas onde ele seria comido (v. 7). Esse sangue seria o sinal nas casas dos filhos de Israel. O SENHOR não feriria as pessoas que estivessem dentro das casas que tivessem o sangue do cordeiro em suas portas (v.13,23,). Esse foi um ato de fé na Palavra do Senhor (Hebreus 11.28).
Podemos ser convencidos que o cordeiro era o centro da Páscoa. Não um coelho e nem um ovo. Mas, o cordeiro páscal.
O SENHOR definiu o cardápio da Páscoa. Não era um coelho, chocolate ou peixe. O Cordeiro que foi morto era o prato principal. Ele deveria ser assado ao fogo (nada cru e nem cozido em água – deve ser para evitar que os ossos fossem quebrados: Êx 12.46; Nm 9.12). A cabeça, as pernas e as fressuras (vísceras comestíveis: coração, rins e fígado) deveriam ser comidos. Nada deveria ser deixado do cordeiro. Ele é o principal alimento da Páscoa. Tudo deveria ser comido. Caso houvesse sobras do cordeiro, elas deveriam ser queimados na manhã do dia seguinte (v. 10).
O acompanhamento do cordeiro seria os pães sem fermento (asmos) e ervas amargas (v. 8,9; Nm 9.11,12). Os pães asmos falavam da aflição da saída apressada do Egito (Deuteronômio 16.3). As ervas amargas falavam dos tempos de amargura na escravidão no Egito. Somos convencidos que a comida da páscoa não era chocolate, nem peixe. Mas, carne de cordeiro, pães asmos e ervas amargas!
O SENHOR estabeleceu o vestuário para se comer a Páscoa. Lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão. As nossas vestes falam. As vestes dizem algo daquilo que estamos para fazer. Se visto uma roupa de banho digo que vou à praia. Se um casal põe uma roupa mais alinhada, social, então, as crianças logo perguntam: Papai e mamãe vamos sair para onde? Isso é o bom senso, pois vestes falam. Elas dão uma mensagem clara sobre o evento que participarei. Se é um evento importante ou não para mim, se merece muita honra ou pouca honra.
As vestes para a Páscoa diziam que uma saída estava para acontecer. Chegou o momento de sair da casa da servidão onde o povo viveu por 430 anos. As vestes mostravam a preparação para a viagem de saída do Egito (lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão). O comer rápido mostra que seria uma saída rápida (v. 11 b). A libertação seria rápida. Seria as pressas. Chegou a hora! Estamos prestes a irmos embora. É a Páscoa do SENHOR (v. 11).
O SENHOR Deus estabeleceu a mensagem da Páscoa. Era uma mensagem de juízo e de libertação. Os pais ensinariam aos filhos o significado da páscoa: “É o sacrifício da Páscoa ao SENHOR, que passou por cima das casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu os egípcios e livrou as nossas casas. Então, o povo se inclinou e adorou” (Êxodo 12.27).
A Páscoa trouxe o juízo de Deus sobre os inimigos do SENHOR. A Páscoa trouxe a morte para dentro das casas dos egípcios. O SENHOR matou todo primogênito na terra do Egito, incluindo os primogênitos dos animais. O juízo de Deus não fez distinção de classe social. Chorou Faraó e chorou o prisioneiro que estava na prisão (Êxodo 11.4; 12.29). Ambos perderam seus primogênitos. As casas do Egito estavam em pranto desesperador. O Juízo terrível, doloroso, o amargor da morte era provado pelos egípcios. A Páscoa é sem doçura para o mundo. A Páscoa do SENHOR foi juízo para quem não tinham o sangue do cordeiro nas suas casas. A Páscoa do SENHOR é a mensagem de juízo para o mundo.
A Páscoa prega a libertação da morte e da escravidão através do sacrifício do Cordeiro.
Onde você vê sangue você pensa logo: Alguém se feriu, de quem é esse sangue? Será que alguém morreu? Mas, em verdade, o sangue fala de vida. Ele é a vida do corpo. Quando vemos sangue devemos pensar em vida. Na Páscoa a vida estava onde o sangue do cordeiro estava!
O cordeiro morreu para o povo não morrer. O cordeiro foi dado como sacrifício ao SENHOR. Somente seria salvo da morte e libertado do Egito quem estivesse dentro das casas que tivessem suas portas marcadas com o sangue do cordeiro! É a Páscoa do SENHOR a mensagem de vida e libertação através do sacrifício e da morte do Cordeiro de Deus, o Cordeiro Pascoal.
A Páscoa do SENHOR era o Dia do Juízo de Deus sobre o Egito e, ao mesmo tempo, o Dia da Libertação da Igreja (vs. Êxodo 11.4.10; 12.12,13,22,23,27). O SENHOR Deus matou os filhos primogênitos dos egípcios, enquanto livrava os filhos de Israel da morte através do sangue do cordeiro.
Imagine a cena: Os egípcios colocando seus primogênitos nos túmulos e vendo o SENHOR retirando os filhos de Israel do mortal cativeiro do Egito (Números 33.3,4). A Páscoa foi, era e é um memoria do juízo salvador do SENHOR Deus. Foi um dia de terrível derrota para os inimigos de Deus. Mas, um dia de grande salvação para a Igreja.
Por final, O SENHOR estabeleceu a Páscoa para nos falar de Cristo Jesus. O profeta Isaías falou de Jesus seria sacrificado como um cordeiro que é levado para o matadouro (Isaías 53.7). João Batista pregou que Jesus era o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1.29,36). Jesus estabeleceu a Santa Ceia na última Páscoa. Ele garantiu que o Seu sangue e o Seu corpo foram dados para remissão completa de todos os pecados do Seu povo. O Senhor Jesus foi morto durante a Páscoa do SENHOR. O apóstolo  João identificou Cristo ao cordeiro da Páscoa quando disse que nenhum dos ossos de Jesus foram quebrados (João 19.33-37; comparar com Êxodo 12.46). O apóstolo Paulo foi mais explícito. Paulo chamou Jesus de o Cordeiro Pascoal (1 Coríntios 5.7). O apóstolo Pedro pregou que fomos resgatados com o precioso sangue de Jesus, como sangue de um cordeiro sem defeito e sem mancha (1 Pedro 1.19). Sem dúvida alguma: O SENHOR estabeleceu a Páscoa para nos falar de Cristo Jesus.

Conclusão:

Então, nessa semana o mundo será lembrado da Páscoa do SENHOR.
Mas, quem deve se alegrar com a mensagem da Páscoa?
O mundo ou a igreja?
A Páscoa do SENHOR para o mundo ainda é uma mensagem de Juízo. Apesar de Jesus ter posto um fim na Páscoa do Antigo Testamento. Apesar de não mais termos necessidade de matar um cordeiro na Páscoa, pois, o sangue de Jesus colocou fim nos sacrifícios e ritos da Antiga Aliança, o Evangelho continua o mesmo. O Evangelho era pregado através da Páscoa. O Evangelho que é vida, mas, ao mesmo tempo, é morte para os descrentes (2 Coríntios 2.14-16). A Páscoa é também vida para quem está em Cristo, mas é morte para aqueles que negam a Cristo.
Quem não creu na mensagem da Páscoa morreu. Mas, quem colocou na porta de suas casas e celebrou a Páscoa viveu. O colocar o sangue do Cordeiro na porta das casas e o celebrar a Páscoa foi um ato de verdadeira fé (veja Hebreus 11.28).
Os egípcios provaram o juízo de Deus na Páscoa do SENHOR, assim, todos que vivem em incredulidade provam e ainda provarão o terrível juízo de Deus, a morte eterna. Isso é certo. A Páscoa do SENHOR promete morte aos incrédulos e a seus descendentes! Se não confiarem somente no sacrifício de Cristo não viverão, pois ainda estão em seus pecados e debaixo do Juízo de Deus. Assim, a Páscoa sem Cristo, pode até ter chocolate gostoso, mas ainda é uma mensagem de juízo terrível para o mundo incrédulo.
As famílias da terra somente tem um caminho de salvação: Crer somente no Cordeiro Pascal! Ele é o sacrifício da Páscoa ao SENHOR Deus. Somente Ele tem o poder de livrar você do juízo de Deus, da morte eterna em corpo e alma. Somente ponha a sua confiança no único sacrifício de Cristo Jesus! Confie que Ele morreu por seus pecados e ressuscitou para sua justiça! Assim, a Páscoa do SENHOR terá o sentido de vida para você e seus descendentes.
A Páscoa do SENHOR para a igreja ainda é uma mensagem de libertação. Apesar de Jesus ter posto um fim na Páscoa do Antigo Testamento. Apesar de não mais termos necessidade de matar um cordeiro na Páscoa, pois, o sangue de Jesus colocou fim nos sacrifícios e ritos da Antiga Aliança, o Evangelho continua o mesmo.
Jesus Cristo continua sendo o nosso cordeiro da Páscoa. Ele foi morto: morto como sacrifício ao SENHOR pelos nossos pecados. Morto para nos livrar da morte e da escravidão do diabo. Morto sem que nenhum de seus ossos fosse quebrado. Morto para que nós vivêssemos a Páscoa da nova vida (1 Coríntios 5.7,8)!
Nós e nossos filhos fomos libertados pelo sangue do Cordeiro de Deus, o Cordeiro Pascoal, temos uma Páscoa doce e alegre (mesmo que falte o chocolate gostoso). Pois, temos o sacrifício de Jesus Cristo que nos garante a vida e a liberdade. Vida eterna. Liberdade da escravidão do diabo e do pecado. Justiça diante de Deus.
Amados irmãos e irmãs, que bênção é para nós e para nossos descendentes é a mensagem da Páscoa. Nós somos lembrados da obra que Cristo fez por nós. Pecadores indignos, que estávamos escravizados pelo diabo e pelo pecado. Não melhores do que os outros habitantes do mundo. Mas, o SENHOR Deus, por sua fidelidade e amor pactuais, veio nos libertar da morte e da escravidão. Ele nos deu o Seu Cordeiro, o nosso Cordeiro Pascal, Jesus Cristo.
Assim, pela fé que recebemos do Espírito Santo, temos sobre nós e nossos filhos o sangue de Jesus Cristo. Na ressurreição de Jesus temos a nossa justiça. Pela fé em Cristo assim recebemos a vida, a libertação e a justiça que provem da morte e ressurreição de Cristo,
Glória ao SENHOR Deus por que, pela fé em Cristo, recebemos a salvação graciosa. Glória a Deus porque a doçura e a alegria de nossa Páscoa não depende de um coelho ou de um ovo de chocolate. Por isso, alegremo-nos com a doçura e alegria da Páscoa do SENHOR Jesus. A doçura e a alegria que está em Cristo Jesus, o Cordeiro Pascal que foi morto mas reviveu para nossa salvação eterna! Amém.

Sermão preparado pelo Rev. Adriano Gama para ser pregado na semana da Páscoa.





[1] Êxodo

11.1 Disse o SENHOR a Moisés: Ainda mais uma praga trarei sobre Faraó e sobre o Egito. Então, vos deixará ir daqui; quando vos deixar, é certo que vos expulsará totalmente.
11.2   Fala, agora, aos ouvidos do povo que todo homem peça ao seu vizinho, e toda mulher, à sua vizinha objetos de prata e de ouro.
11.3  E o SENHOR fez que o seu povo encontrasse favor da parte dos egípcios; também o homem Moisés era mui famoso na terra do Egito, aos olhos dos oficiais de Faraó e aos olhos do povo.
11.4  Moisés disse: Assim diz o SENHOR: Cerca da meia-noite passarei pelo meio do Egito.
11.5  E todo primogênito na terra do Egito morrerá, desde o primogênito de Faraó, que se assenta no seu trono, até ao primogênito da serva que está junto à mó, e todo primogênito dos animais.
11.6  Haverá grande clamor em toda a terra do Egito, qual nunca houve, nem haverá jamais;
11.7  porém contra nenhum dos filhos de Israel, desde os homens até aos animais, nem ainda um cão rosnará, para que saibais que o SENHOR fez distinção entre os egípcios e os israelitas.
11.8 Então, todos estes teus oficiais descerão a mim e se inclinarão perante mim, dizendo: Sai tu e todo o povo que te segue. E, depois disto, sairei. E, ardendo em ira, se retirou da presença de Faraó.
11.9 Então, disse o SENHOR a Moisés: Faraó não vos ouvirá, para que as minhas maravilhas se multipliquem na terra do Egito.
11.10 Moisés e Arão fizeram todas essas maravilhas perante Faraó; mas o SENHOR endureceu o coração de Faraó, que não permitiu saíssem da sua terra os filhos de Israel.


Êxodo

12.1 Disse o SENHOR a Moisés e a Arão na terra do Egito:
12.2  Este mês vos será o principal dos meses; será o primeiro mês do ano.
12.3 Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês, cada um tomará para si um cordeiro, segundo a casa dos pais, um cordeiro para cada família.
12.4 Mas, se a família for pequena para um cordeiro, então, convidará ele o seu vizinho mais próximo, conforme o número das almas; conforme o que cada um puder comer, por aí calculareis quantos bastem para o cordeiro.
12.5 O cordeiro será sem defeito, macho de um ano; podereis tomar um cordeiro ou um cabrito;
12.6 e o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o imolará no crepúsculo da tarde.
12.7   Tomarão do sangue e o porão em ambas as ombreiras e na verga da porta, nas casas em que o comerem;
12.8  naquela noite, comerão a carne assada no fogo; com pães asmos e ervas amargas a comerão.
12.9 Não comereis do animal nada cru, nem cozido em água, porém assado ao fogo: a cabeça, as pernas e a fressura.
12.10  Nada deixareis dele até pela manhã; o que, porém, ficar até pela manhã, queimá-lo-eis.
12.11 Desta maneira o comereis: lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão; comê-lo-eis à pressa; é a Páscoa do SENHOR.
12.12 Porque, naquela noite, passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até aos animais; executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o SENHOR.
12.13 O sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; quando eu vir o sangue, passarei por vós, e não haverá entre vós praga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito.


12.14  Este dia vos será por memorial, e o celebrareis como solenidade ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.
12.15 Sete dias comereis pães asmos. Logo ao primeiro dia, tirareis o fermento das vossas casas, pois qualquer que comer coisa levedada, desde o primeiro dia até ao sétimo dia, essa pessoa será eliminada de Israel.
12.16 Ao primeiro dia, haverá para vós outros santa assembléia; também, ao sétimo dia, tereis santa assembléia; nenhuma obra se fará nele, exceto o que diz respeito ao comer; somente isso podereis fazer.
12.17 Guardai, pois, a Festa dos Pães Asmos, porque, nesse mesmo dia, tirei vossas hostes da terra do Egito; portanto, guardareis este dia nas vossas gerações por estatuto perpétuo.
12.18 Desde o dia catorze do primeiro mês, à tarde, comereis pães asmos até à tarde do dia vinte e um do mesmo mês.
12.19 Por sete dias, não se ache nenhum fermento nas vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado será eliminado da congregação de Israel, tanto o peregrino como o natural da terra.
12.20 Nenhuma coisa levedada comereis; em todas as vossas habitações, comereis pães asmos.
12.21 Chamou, pois, Moisés todos os anciãos de Israel e lhes disse: Escolhei, e tomai cordeiros segundo as vossas famílias, e imolai a Páscoa.
12.22 Tomai um molho de hissopo, molhai-o no sangue que estiver na bacia e marcai a verga da porta e suas ombreiras com o sangue que estiver na bacia; nenhum de vós saia da porta da sua casa até pela manhã.
12.23 Porque o SENHOR passará para ferir os egípcios; quando vir, porém, o sangue na verga da porta e em ambas as ombreiras, passará o SENHOR aquela porta e não permitirá ao Destruidor que entre em vossas casas, para vos ferir.
12.24 Guardai, pois, isto por estatuto para vós outros e para vossos filhos, para sempre.
12.25  E, uma vez dentro na terra que o SENHOR vos dará, como tem dito, observai este rito.
12.26 Quando vossos filhos vos perguntarem: Que rito é este?
12.27 Respondereis: É o sacrifício da Páscoa ao SENHOR, que passou por cima das casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu os egípcios e livrou as nossas casas. Então, o povo se inclinou e adorou.
12.28 E foram os filhos de Israel e fizeram isso; como o SENHOR ordenara a Moisés e a Arão, assim fizeram.